Na primeira publicação desta série aqui já fizemos algumas referências a esta nossa Ponte “nova”, que é aquela que há quase 43 anos nos governa e que neste ano de 2025 verá findar (ao que parece) as obras de rejuvenescimento iniciadas em 2024, que certamente lhe garantirão uma existência bem mais larga que a que já comporta (1).
Na altura da sua inauguração dedicou-lhe o Diário de Coimbra um suplemento especial (2), com factos, números e fotografias do fotógrafo Jorge Dias, que são hoje muito valiosos para qualquer memória que se deseje compor sobre ela.
Alguns dos números relativos à proeza artística – esta da responsabilidade do gabinete do Professor Edgar Cardoso, que ficou com o seu nome ligado à Ponte – e tecnológica de que a Ponte é o resultado (3) são ainda hoje, de facto, impressionantes: as 140 mil toneladas dos cabos de aço da sustentação do tabuleiro principal (os que agora estão a ser renovados na totalidade); as 20 mil toneladas de cimento ou as 100 mil de betão; os 90 metros de altura das Torres; os 405 metros de ponte “atirantada”, com 20 metros de largura; os 12 km de vias de acesso e os 630 metros do viaduto sul e 315 metros do viaduto do norte….
Mas o nosso interesse maior centra-se, é claro, nas memórias fotográficas que da sua construção e inauguração até nós chegaram.
À inauguração já demos algum relevo nesse post inicial. Vamos centrar-nos agora, por isso, nas que respeitam à sua construção, usando para o efeito, e intencionalmente, o espólio do AFMFF. Não podemos ir além de apresentar apenas alguns exemplos, que – nas Caixas “Vias e Transportes” e “Ponte Nova” do AFM- infelizmente se encontram sem autoria determinada (de Jorge Dias? Gabriel Grácio? António Flórido? José Coelho? Outros?).
Deixamos, por isso, um convite para que o leitor faça a sua visita a esse Arquivo, à procura de mais.
FM
Notas:
1) Curiosamente, ou talvez não, 20 anos depois duma primeira grande reabilitação, concluída em Julho de 2005.
2) Diário de Coimbra - Suplemento Especial de 24 páginas, 12 de Março de 1982.
3) Foi na altura a 2ª ponte do género erguida em Portugal, a seguir à ponte 25 de Abril em Lisboa, do final dos anos 60, e a 2ª maior do país, logo a seguir a ela.


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