… E a nova ponte... a “Ponte Nova” da Gala ou “Ponte dos Arcos”, com que fechámos o texto anterior… envelheceu... - e, segundo se disse, muito bem em termos estruturais - até se tornar completamente obsoleta, em termos de funcionalidade, durante as décadas de 80-90 do século XX. Sobre ela foi passando o trânsito intenso dos camiões com madeira e pasta de celulose de e para a Celbi, e depois a Soporcel, a par do incremento do trânsito geral do litoral do país (sobretudo depois da abertura da Ponte Edgar Cardoso em 1982), e do proveniente do crescimento habitacional das freguesias de S. Pedro e do sul do concelho, e a verdade é que ela já não tinha dimensão para mais...
E na viragem do século era já um objectivo local e nacional a substituição da sexagenária ponte de betão! Mas, apesar de ter havido um primeiro projecto em 2001, só em 29 de Maio de 2006 a obra veio a ser consignada! A opção tomada foi a da construção de uma estrutura que vinha duplicar as duas faixas de rodagem existentes – 240 metros de extensão, com vãos de 60 metros cada -, e elevar a cota da mesma para permitir a passagem de embarcações, num investimento de 11,9 milhões de euros, que no final cresceram para os quase 15 milhões. A ideia de base era a de manter as linhas gerais da estrutura original da ponte, em homenagem à sua singularidade estética, o que em parte terá sido conseguido.
As obras arrancaram em Setembro desse ano, sem implicarem a interrupção do trânsito sobre a velha ponte. Ao seu lado nasceria o tabuleiro da nova estrutura, para onde o trânsito foi depois desviado, por forma a permitir, e só então, a demolição da estrutura de 1942.
A conclusão estava prevista para o início de 2008, mas só em 27 de Outubro desse ano se fez a inauguração oficial da nova ponte, a “novíssima”, que hoje serve desafogadamente o sul.
Das etapas da construção e da demolição da velha ponte não faltarão registos fotográficos e complementares. Em oposição à escassez iconográfica relativa às velhas pontes anteriores, a existirem dificuldades relativamente a esta última ponte figueirense elas serão manifestamente de excesso. Vamos, por isso, aproveitar para publicitar aqui um exemplo de conjunto dessas muitas fotografias pessoais que então foram tiradas para guarda da memória. Neste caso da autoria de um amigo nosso, o professor Mário Matias, que gentilmente nos cedeu o seu espólio pessoal - obtido num dia concreto, o dia 16 de Julho de 2008 -, o que nós muito agradecemos!
FM

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