Figueira vista do Céu – Afonso Cruz - 1

 

Afonso Cruz - Figueira da Foz - 1ª metade dos anos 50 do século XX (col. AFMFF)

A afirmação da Praia da Figueira nos Anos 50

   No que se refere à história da fotografia aérea figueirense e na senda do pioneirismo amador de José dos Santos Alves, há que destacar o profissionalismo de Afonso Costa Cruz, por cá nascido em 1911. Sabemos que com 14 anos iniciou a aprendizagem da fotografia no Estúdio de Joaquim Pereira Monteiro, e terá sido no contexto dessa sua aprendizagem que se terá motivado para a fotografia aérea. O irmão, Humberto da Cruz, com mais 10 anos que ele, veio a obter o seu brevet de aviador em 1927, e terá sido por isso que Afonso Cruz escolheu integrar a Força Aérea Portuguesa três anos depois (e até 1932), o que lhe permitiu a realização, nessa altura, das suas primeiras fotografias aéreas, com o irmão a pilotar.



Afonso Cruz - Figueira da Foz - 1ª metade dos anos 50 do século XX (col. AFMFF)

   As fotografias que agora divulgamos não são, no entanto, como se percebe, dessa época inicial (1). São já, pelo contrário, do que julgamos ter sido o período final das viagens aéreas do já então “Estúdio Cruz” (2). São imagens da 1ª metade dos anos 50, os anos de afirmação nacional da praia da Figueira, publicitada e propagandeada, já anteriormente, como a “Rainha das Praias de Portugal”.

Afonso Cruz - Figueira da Foz - 1ª metade dos anos 50 do século XX (col. AFMFF)

   O AFMFF numa pasta denominada “Álbuns”, e nela “Cruz 1950 T”, guarda mais de 200 destas imagens, na grande maioria centradas no Bairro Novo – e neste com um destaque maioritário da Torre do Relógio e da Praia, mas também do Grande Hotel e da Piscina Praia (pouco quanto à sua construção, e muito para a época posterior à sua inauguração, no Verão de 1953) -, e na relação da cidade com a foz do rio e o mar. Buarcos está também presente, mas apenas em menos de meia dúzia de casos.



Afonso Cruz - Figueira da Foz - 1ª metade dos anos 50 do século XX (col. AFMFF)

   Futuramente prosseguiremos com a revelação doutros exemplos deste espólio principal.

FM

Notas:

1) Delas sabe-se muito pouco e será objectivo nosso, em próximos textos, procurar dar conta da localização de algumas, bem como da sua relevância artística e documental.

2) Aberto em 1944, ano em que regressou dos Açores (onde durante dois anos chefiou uma Secção Fotográfica), e casou com uma figueirense.





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