Ubaldi - Photographia Italiana


C. Ubaldi CDV, 1868 (Colecção particular)

C. Ubaldi CDV, 1875 (Colecção particular)

    Mas há uma 3ª razão para acreditarmos que a abertura do estúdio de C. Ubaldi na Figueira só aconteceu em 1876: a viragem que se constata na atitude dele, nesse ano, para uma estratégia comercial assente na afirmação dum nome – “Ubaldi”, bem patente nos anúncios que divulgámos, então erguido para a promoção diferenciadora dum “fotógrafo-artista”, ou seja, dum profissional capaz, que então se sedentariza por estar na posse de conhecimentos e tecnologia que garantem uma modernidade e identidade. E nasceu então a “Photographia Ubaldi”, a dos “retratos”, de qualidade garantida “por diversos sistemas”.


C. Ubaldi CDV, 1878 (Colecção particular)

    Até então, nas suas deambulações, Ubaldi tinha estrategicamente secundarizado o seu nome - como muitos outros fotógrafos ambulantes fizeram na época - face à afirmação mais comercial da sua origem estrangeira. Foi a época da sua “Photographia Italiana”, designação mais facilmente associável à ideia da existência duma tecnologia e qualidade artística mais avançadas.


C. Ubaldi CDV, finais da década de 70 (Colecção particular)

    Ora, mas como produtos do Estúdio aberto, são vários os cartões dos seus CDV que conhecemos que prolongam o testemunho da fase ambulatória da Photographia Italiana, certamente como sobras que os tempos não aconselhavam a desperdiçar. Sabemos que através de carimbos era fácil adicionar uma região, e são hoje particularmente especiais os seus do “Alemtejo”. Mas conhecemos outros dele carentes dessa preocupação geográfica. Uma vez por cá, e antes de produzir os que se ajustariam à existência do novo Estúdio, não lhe foi difícil esgotá-los, com a aposição do carimbo “Figueira da Foz”, com ou sem morada, e mesmo com a aposição adicional, nalguns casos, do seu nome, para além do monograma. E deixamos alguns exemplos, bem significativos.


FM

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