Mas há uma 3ª razão para acreditarmos que a abertura do estúdio de C. Ubaldi na Figueira só aconteceu em 1876: a viragem que se constata na atitude dele, nesse ano, para uma estratégia comercial assente na afirmação dum nome – “Ubaldi”, bem patente nos anúncios que divulgámos, então erguido para a promoção diferenciadora dum “fotógrafo-artista”, ou seja, dum profissional capaz, que então se sedentariza por estar na posse de conhecimentos e tecnologia que garantem uma modernidade e identidade. E nasceu então a “Photographia Ubaldi”, a dos “retratos”, de qualidade garantida “por diversos sistemas”.
Até então, nas suas deambulações, Ubaldi tinha estrategicamente secundarizado o seu nome - como muitos outros fotógrafos ambulantes fizeram na época - face à afirmação mais comercial da sua origem estrangeira. Foi a época da sua “Photographia Italiana”, designação mais facilmente associável à ideia da existência duma tecnologia e qualidade artística mais avançadas.
Ora, mas já como produtos do Estúdio aberto, são vários os cartões dos seus CDV que conhecemos que prolongam o testemunho da fase ambulatória da Photographia Italiana, certamente como sobras que os tempos não aconselhavam a desperdiçar. Sabemos que através de carimbos era fácil adicionar uma região, e são hoje particularmente especiais os seus do “Alemtejo”. Mas conhecemos outros dele carentes dessa preocupação geográfica. Uma vez por cá, e antes de produzir os que se ajustariam à existência do novo Estúdio, não lhe foi difícil esgotá-los, com a aposição do carimbo “Figueira da Foz”, com ou sem morada, e mesmo com a aposição adicional, nalguns casos, do seu nome, para além do monograma. E deixamos alguns exemplos, bem significativos.
FM




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