Num post anterior viu-se já como o Verão de 1876 foi particularmente rico no que respeita à presença de fotógrafos na Figueira. Alguns bem “misteriosos”, como foi o caso da “Photographia Imperial”, designação que em Portugal, tanto quanto sabemos, não se encontra documentada em sítio algum (ao contrário do Brasil onde a designação foi adoptada pontualmente), e da “Photographia Democrata”, sobre a qual nada se tem conseguido apurar.
A inexistência de periódicos na Figueira de então é um óbice determinante à recolha de informações, que muitas vezes não se consegue ultrapassar, mesmo recorrendo a outras fontes habitualmente “faladoras” como são os Livros de Licenças Camarárias, os Registos de Nascimentos, Baptismos, Casamentos, Óbitos e de Propriedade, as Escrituras Notariais, etc.). Por vezes o recurso maior acaba por ser o dos periódicos coimbrões da época, em especial, O Conimbricense (desde 1854) e O Tribuno Popular (desde 1856), onde, apesar de escassamente, alguns fotógrafos ao anunciarem os seus Estúdios, moradas e actividades, se “eternizaram”… para gáudio nosso... hoje!
Curiosamente, e já que falámos de Coimbra, parece-nos importante evocar aqui um dos seus mais representativos fotógrafos, que depois de alguns anos de aprendizagem ao serviço da fotografia local, se decidiu a abrir o seu Estúdio – a “Photographia Académica Conimbricense”, na Rua do Museu, nº 4 – precisamente… em 1876, e que tal como o do Ubaldi na Figueira, durou, durou…
O seu nome? Adriano da Silva e Sousa, que ao longo dos anos da sua actividade se instalou, na época veraneante, claro!, e com alguma regularidade, na Figueira, e a quem a Figueira deve, por isso, algumas das suas mais belas fotografias, ainda que, na sua maioria, sem assinaturas, o que dificulta as atribuições, sempre difíceis de concretizar...
FM


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