E é de 10 anos antes desse “Verão quente” da fotografia figueirense que foi o de 1876, aludido em textos anteriores, e precisamente dum jornal coimbrão - O Tribuno Popular, de 19/9/1866 - que nos chega a notícia que documenta a presença mais remota dum fotógrafo na Figueira, ainda que sem o identificar, mas deixando clara a sua presença, na Vila, em estadias anteriores.
A história dessa presença aparece ligada a uma brincadeira feita por alguém, numa das prendas dum Bazar, organizado na Assembleia Figueirense, então instalada na Casa do Paço. Tratava-se de uma fotografia dumas irmãs que haviam veraneado na Figueira, anos atrás. A origem da fotografia: a vitrina dum fotógrafo, donde fora subtraída! Eis a prova da sua presença, nesse ano, ao que pode depreender-se, mas também, pelo menos, num ou mais anos anteriores!
Durante algum tempo foi para nós um fotógrafo-mistério, até que outro periódico de Coimbra – O Conimbricense, de 5/1/1867 -, na notícia que publicamos, nos deu o seu nome: Eduard (Treichler) Knopfli, um fotógrafo de origem suíça (e não alemã como julgava o articulista) – Zurique, 1839 - que chegou a Coimbra no início dos anos 60, (1) e por lá terá mantido a sua actividade, com intermitências, pelo menos até 1867, antes de rumar para itinerâncias no Alentejo, onde depois constituiu família e veio a falecer em 1893. Não dispomos, até ao momento, de qualquer indicação que nos diga que voltou.
1- Alexandre Ramires, Revelar Coimbra – Os inícios da imagem fotográfica em Coimbra – 1842-1900, MNMC, 2001.
2- Idem (embora tenhamos razões que parecem apontar para que a imagem não seja, de facto, do “nosso” Knopfli...)





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